- Com a entrada do novo ano, há imensas propostas para resoluções de ano novo: fazer mais exercício, ler mais, comer menos porcaria, ser mais produtivo... mas o problema com este tipo de pensamento é muito vago e acaba por não ser seguido. Antes de revelar quais são os hábitos que irei implementar para um ano mais minimalista, mais produtivo e mais feliz, gostava de vos presentear com o conceito de Objectivos SMART.Este é um conceito que é explorado em aulas de empreendedorismo, comunicação empresarial e afins, das quais eu tive muitas. Basicamente, as empresas devem seguir uma série de orientações para poder estabelecer metas que se irão manter fiáveis e assegurar que não estamos a criar objectivos sem fundamento nem sustentabilidade:Specific (Específicos): os objectivos não podem ser vagos, não podem deixar margem para dúvida. A chave é ir ao pormenor em tudo o que nos propomos a fazer;Measurable (Mensuráveis): devemos criar objectivos que possam ser medidos e que possamos dizer com clareza que os atingimos;Attainable (Atingíveis): não devemos criar metas que são improváveis de serem completadas e que nos desmotivem. Devemos-nos propor a realizar acções que estão dentro das nossas capacidades e recursos, não vale a pena criar metas que não seriam possíveis de atingir;Realistic (Realistas): na mesma linha, devemos criar metas que tenham resultados que podem, de facto, ser atingidos, razoáveis e relevantes para o nosso bem-estar e felicidade;Time Bound (Temporizáveis): deve haver uma meta temporal até à qual o objectivo deve ser atingido; com resoluções de ano novo é mais óbvio este intervalo: 1 JAN a 31 DEZ.Com isto em mente, gostaria de vos apresentar as minhas resoluções para o próximo ano e a forma com as vou atingir nos 365 dias que me esperam:
- One in, one outComeçamos por um conceito muito fácil, que já faz parte do vocabulário diário dos minimalistas: sempre que entrar uma coisa, outra tem de sair. Isto pode-se aplicar a roupa, a entretenimento, a conteúdo digital, a comida,
a amigos(i kid, i kid, desses nunca temos suficientes) a decoração de Natal, enfim, a todas as áreas da vossa vida em que se sintam confortáveis que se aplique este conceito.
Para mim, vai ser principalmente aplicado no que diz respeito a roupa, conteúdo digital e produtos de beleza. Isto porque ainda não vivo sozinha e o meu quarto tem suficientes coisas para me iniciar nestas lides. Basicamente, vou doar peças de roupa sempre que uma equivalente entre pela porta e deitar fora produtos de beleza que talvez já devessem ter ido para o lixo há algum tempo sempre que tiver de comprar um substituto de um produto que realmente uso (sou muito culpada em relação a cremes de corpo, que uso durante 3 dias quando ainda estou entusiasmada com o cheiro e depois a preguiça é mais forte).
Em relação ao conteúdo digital, que inclui vídeos, livros e subscrições, torna-se tão mais difícil. Não sou apologista de apagar conteúdo pelo qual pagamos porque, desde que esteja organizado, no mundo digital não ocupa espaço. Mas não gosto de acumular informação que nunca vou consumir. É nesse sentido que prefiro correr primeiro toda a minha colecção digital antes de consumir mais entretenimento. Há sempre filmes e séries e livros a sair constantemente, mas desde que façamos escolhas inteligentes na sua escolha, acredito que todos nós conseguimos manter o conceito de "one in, one out" porque decerto que já acumulamos muita coisa desactualizada, desnecessária, ou com a qual simplesmente já não nos identificamos online (estou a olhar para vocês 100 subscrições no YouTube).
Específico: Entra um, sai um. Check.
Mensurável: Toda a gente sabe contar até um. Check.
Atingível: Totalmente e bom para manter a casa organizada! Check.
Realista: Desde que sejamos determinados e implacáveis com o controlo da tralha. Check.
Temporizáveis: 365 dias, mas pode ser aumentado. Check. - One good thing a dayComecei a fazer este pequeno ritual desde 1 de Janeiro de 2016 e vou continuar. O objectivo é criar uma sensação de positividade todos os dias, por muito maus que tenham sido. Fiz uma experiência parecida há uns anos que se chamava 100 dias de felicidade e correu lindamente! Todos os dias, durante mais ou menos um Verão, tirava uma foto que partilhava nas redes sociais com amigos sobre a melhor coisa daquele dia.
Claro que há dias que têm várias coisas boas (e ainda bem! que haja sempre muitos!) e dias que é difícil encontrar alguma coisa em que nos apoiarmos e dias que a coisa boa é privada e não pode ser partilhada, mas isso fica a cargo de cada um: pessoalmente, apesar de ser uma hábito porreiro, não o considero uma obrigação e, portanto, não vejo mal em saltar um dia, ou partilhar várias coisas no mesmo dia, desde que o espírito de positividade se mantenha mais ou menos contínuo.
Específico: Uma coisa boa por dia. Check.
Mensurável: Uma coisa boa por dia. Check.
Atingível: Pode ser que o gato não voltou a deitar a planta ao chão, é só mesmo uma coisa boa por dia. Check.
Realista: Uma coisa boa por dia. Check.
Temporizáveis: 365 dias, mas pode ser aumentado. Check. - No more zero daysInspirado num comentário incrível no reddit (http://tinyurl.com/zerodays), acrescentei ao meu ritual diário de análise e retrospectiva a consideração de que todos os dias têm de ser dias productivos. Podem ser coisas pequenas (fiz a cama, mantive a secretária limpa, escrevi um parágrafo para o blog...) ou podem ser coisas médias (escrevi um post inteiro, li um capítulo de um livro, consegui resistir ao bolo de chocolate que estava na mesa...) ou podems er coisas grandes (passei no exame, concorri a um prémio, pintei um quadro...), o importante é ter sempre alguma coisa de que nos possamos orgulhar e que tenha contribuído para o nosso futuro.
A genialidade do comentário do "No more zero days" é que quem escreveu é atencioso o suficiente para considerar que, às vezes, isso não é possível. Às vezes há dias maus ou muito bons ou muito atarefados que simplesmente não contribuem para objectivos futuros, mas que são necessários ao quotidiano e não há problema em nos perdoarmos, em perceber que a vida continua e temos é de nos mantermos constantemente na linha de pensamento correcta: sim, vou ser produtiva, sim, vou conseguir dar um passo pequeno, médio ou grande para o meu futuro, sim, sou capaz.
Por outro lado, esta filosofia é incrível também porque trata com carinho um ente querido, o nosso eu futuro, e agradece ao nosso eu passado, que me parece imensamente importante: consegui publicar um livro porque tenho escrito 1 capítulo por semana? obrigada eu passado; consegui entrar no curso que queria porque estudei afincadamente neste último ano? obrigada eu passado... estive a trabalhar no duro para os meus objectivos para proporcionar uma vida melhor a alguém que me é muito importante e a quem só desejo coisas boas: o meu eu futuro. É levar a "treta" do «Temos de nos amar a nós mesmos» a novos patamares, numa nova perspectiva, que pode ser muito benéfica.
Específico: Todos os dias ter pequenas vitórias pessoais. Check.
Mensurável: Todos os dias fazer pelo menos uma coisa que nos aproxime dos nossos objectivos. Check.
Atingível: O grau de dificuldade do objectivo diário é definido por cada um, mas mesmo uma pequena acção pode ter grande impacto. Check.
Realista: Criar uma vida sem a preguiça a puxar pelo braço pelo menos 1 minuto cada dia. Check.
Temporizáveis: 365 dias, mas pode ser aumentado. Check.
- One in, one outComeçamos por um conceito muito fácil, que já faz parte do vocabulário diário dos minimalistas: sempre que entrar uma coisa, outra tem de sair. Isto pode-se aplicar a roupa, a entretenimento, a conteúdo digital, a comida,
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
3 hábitos para um ano melhor
terça-feira, 31 de maio de 2016
A importância de cuidar dos nossos objectos
Este fim-de-semana (felizmente prolongado) tive tempo para reflectir sobre algumas questões no que toca à manutenção das nossas posses. Entre limpar o computador e encher 3 caixas grandes com coisas para dar ou vender, percebi que nem sempre precisamos só de escolher bem aquilo que compramos (para que seja bonito & funcional), mas também temos de ter atenção ao cuidado com que manuseamos as nossas coisas e com a manutenção que lhes damos.
Este texto foca-se, principalmente, nestes dois tópicos: manuseamento e manutenção.
Comecemos pelo manuseamento: conscientemente, todos os dias, usamos centenas, possivelmente milhares, de objectos, desde o mais pequeno lápis ao nosso carro e todos eles mereceram o nosso dinheiro e merecem a nossa atenção. Isto é mais óbvio para, por exemplo, o carro: quem o tem sabe que deve prestar atenção aos níveis do óleo e da água, à temperatura do motor, à situação dos pneus... mas o mesmo cuidado deve ser dado aos objectos médios e pequenos. Não podemos, ou melhor, não devemos usar as coisas do dia-a-dia como devêssemos descartá-las ao final de cada dia, mas prestar atenção à sua durabilidade e qualidade prolongada. Refiro-me, aqui, por exemplo, à situação do lápis que, em brincadeira e sem pensar, já atirei para o outro lado do quarto, destruindo o bico e partindo a grafite no meio de tal forma que um lápis que deveria durar vários meses, de repente ficou estragado e não-funcional para o quotidiano (ninguém quer um lápis cuja ponta de parte 20 vezes ao dia).
O mesmo se aplica aos nossos telemóveis, que são dos objectos mais usados no dia-a-dia. O seu manuseamento já começa a ser uma extensão do nosso braço e por vezes (se forem como eu) não têm atenção e esbarram contra as paredes. Da mesma forma que nos dói o pulso quando o emborrachamos contra o puxador da porta sem querer, nos vai doendo a carteira sempre que o telemóvel, por utilização inconsciente, nos cai, nos foge da mão ou é deixado em condições longe do ideal, ao sol ou ao frio. O manuseamento das nossas coisas deve ser feito de forma deliberada para que tenham sempre o máximo de duração possível, mas melhores das condições.
A manutenção dos nossos objectos é outra situação: da mesma forma como nós vamos envelhecendo, os nossos objectos vão sofrendo o poder do tempo e, por muito bem que o tratemos, acabam por precisar de ajuda a sobreviver. Este fim-de-semana fiz a limpeza anual do meu computador de mesa. Num ano, as 3 ventoinhas acumularam pó suficiente para deixar mais de 20 cotonetes imundos, fora todo o restante pó que foi aspirado ou limpo antes de sequer olhar para as peças mais complicadas. O interior do meu computador (como o de quase toda a gente) não é mexido, ou seja, não o manuseio no dia-a-dia, mas precisa de ter manutenção. Por muito que eu o queira rápido e com qualidade prolongada, não há nada que controle o passar do tempo e o acumular da sujidade normal de uma casa/escritório, por isso é que devemos ter o cuidado de considerar (tal como fazemos com as inspecções periódicas do nosso carro) que os nossos objectos pequenos e médios e grandes, dentro e fora de casa, precisam de constante revisão e manutenção para estarem sempre no seu melhor.sexta-feira, 20 de maio de 2016
Como organizar a conta de e-mail
Tenho a minha conta no gmail há mais de uma década. Tinha 15 anos quando consegui o convite para me registar (para quem é novo nestas andanças, em 2005 o gmail não era acessível a toda a gente, era só por convite de amigos ou por pedido à Google) e desde essa altura que fui acumulando e-mail atrás de e-mail que simplesmente já não tenho muito interesse manter. Alguns nunca houve interesse em manter, mas a apatia no que toca à organização online é um mal que me atingia como o faz a milhões de pessoas, e as coisas vão-se acumulando porque simplesmente nunca há o cuidado em as apagar.
Estou a falar de e-mails de passatempos, de newsletters de 2007 que não lemos na altura e certamente nunca o iremos fazer, de e-mails em cadeia com piadas/histórias tristes/avisos falsos que os nossos amigos ou familiares no enviavam sem confirmar a sua veracidade (e mesmo que fossem verdadeiros, raramente me importava), e-mail de passwords que estavam perdidas e às quais precisamos de fazer o reset (7 vezes para a mesma conta em 6 anos diferentes), etc. etc. etc. Decerto que há milhares de exemplos de e-mails que deveríamos ter apagado imediatamente mas tivemos preguiça ou automaticamente temos a sensação de que não podemos ficar sem ele, mesmo quando não são, de todo, importantes.
É por isso, por ser culpada desta prática durante mais de uma década, que recentemente decidi organizar o meu e-mail.
Pessoalmente incomodava-me estar a olhar para uma caixa de correio sem qualquer organização. Apesar de ter o cuidado de manter sempre só visíveis 10 e-mail na caixa de entrada de cada vez, ficava ansiosa sempre que olhava para a minha conta, por por trás daquela seta à direita, estavam milhares de e-mails que nunca mais ia ler. Eu não queria, nem quero, chegar ao ponto máximo (como dizem) da organização de um e-mail, a chamada inbox zero, onde não temos quaisquer e-mails na caixa de entrada e fica tudo vazio e limpo. Posso preferir esse tipo de organização noutras partes da minha vida digital (o exemplo que logo me vem à cabeça é a pasta de downloads, que odeio ter cheia porque dá-me comichão poder ter lá um .exe escondido. Manias.), mas no que toca ao e-mail só quero é uma coisa: facilidade de pesquisa.
O que fiz, então, para organizar a minha conta de e-mail?
Primeiro passo: a primeira regra da organização da tralha digital, como já falei antes, é apagar primeiro aquilo que não interessa. Não vamos organizar lixo, por isso temos de, com paciência, passar umas horas ou dias ou o que for, a limpar tudo o que conseguimos ou podemos ou queremos e deixar apenas os e-mails que são importantes e que, de facto, merecem o espaço que ocupam na nossa caixa de correio. A verdade é que 99% dos e-mails que temos arquivados nunca mais vão ser abertos, mas ficamos sempre com a ideia de que, "um dia", "talvez" , "se for preciso", vamos ter de pesquisar qual o dia em que compramos aquela massagem, ou que o nosso amigo nos enviou aquele PDF para jogar Dungeons&Dragons, ou que a nossa professora do secundário nos reencaminhou o poema preferido dela de Pessoa. Eu sei que é difícil e não estou a pedir para apagarem esse tipo de e-mails, porque claramente estão investidos emocionalmente o suficiente para se lembrarem deles, mas há muitos milhares de outros que devem pagar primeiro antes de organizar os restantes. Comecem por isso.
Eu tenho sorte e já uso etiquetas há alguns anos, o gmail tem coisas porreiras como essa, e, por isso, é mais fácil para mim ir percorrendo etiquetas como "comentários do livejournal" ou "comissão de acompanhamento da faculdade" e afins, criadas numa altura em que eu pensava que quanto mais compartimentalizadas estavam as coisas mais organizadas elas eram, e simplesmente apagar todos esses e-mails ou movê-los para uma pasta mais abrangente, que não me tire espaço mental e agrupe todos os e-mails parecidos. Isto leva-me ao segundo passo...
Segundo passo: criar uma forma de organização simples e intuitiva, que tenha em consideração que os e-mails são todos pesquisáveis sem quaisquer etiquetas ou pastas ou categorias e que facilite ver e-mails semelhantes todos de uma vez.
O que é que eu quero dizer com isto? Os meus e-mails da faculdade, por exemplo, estavam todos divididos em várias etiquetas: erasmus, comissão de acompanhamento, russo, tutorandos, etc., mas como a probabilidade de eu, 5 anos mais tarde, ir procurar por aqueles tópicos em específico é minúscula, e as etiquetas que agrupavam esses e-mails que vinham, na sua maioria, da mesma pessoa/conta (erasmus = universidade estrangeira, russo = professora, tutorandos = departamento x da faculdade, etc.), posso simplesmente agrupar tudo numa única etiqueta com o nome da faculdade e, se precisar de encontrar só os e-mails da minha aula de russo, posso procurar pelo e-mail da minha professora e aparecem todos de uma vez.
Neste momento tenho cinco grandes categorias de etiqueta:
- Vida Pessoal, com 6 sub-etiquetas como Finanças, Amigos ou Viagens
- Trabalho, com 4 sub-etiquetas como Workshops ou CV
- Projectos, com 7 sub-etiquetas dos vários projectos de voluntariado a que pertenço ou já pertenci
- Internet, com 7 sub-etiquetas como Registos, Blog ou Fandoms
- Educação, com 6 sub-etiquetas como Secundário ou Mestrado
O meu principal pilar nesta re-estruturação do meu e-mail foi tentar agrupar os e-mails de forma intuitiva e não-redundante. Se eu criar uma etiqueta onde todos os e-mails só vêm de uma pessoa e essa pessoa só me envia e-mails sobre um assunto, não faz sentido criar uma etiqueta para isso: basta procurar pelo endereço de e-mail da pessoa e está lá tudo. Faz-me mais sentido agrupar esses e-mails com outros parecidos dentro da mesma área para que, quando precisar de ter uma ideia geral daquilo que fui recebendo em termos de Educação ou Voluntariado ou Certificações para o CV, está tudo organizado sem grandes problemas ou exclusões.
Passo final: nunca deixar de re-avaliar a forma como a nossa vida está organizada. O que hoje é pertinente daqui a um mês ou um ano pode não ser. Durante os anos de faculdade fazia-me muito sentido ter muitas etiquetas para as diversas disciplinas porque todos os e-mails que recebia vinham de professores diferentes (por exemplo: tive vários níveis da mesma cadeira 3 anos e 2 professoras diferentes, havia e-mails que tinha de estar agrupados mais minuciosamente neste caso para que fosse fácil de encontrar tudo o que me tinha sido enviado) e fazia muito sentido na altura. 5 anos depois, posso agrupar tudo sob "Licenciatura" e não pensar duas vezes sobre isso. Se forem precisos no futuro, não há problema, a pesquisa a pesquisa demora só mais uns minutos, mas no dia-a-dia, que é quando realmente importa, está tudo organizado e funcional.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
4 Formas de Começar a Poupar Dinheiro
Um dos grandes problemas da economia das nossas casas é a incapacidade que muita gente, a grande maioria da gente, tem de poupar eficazmente e de uma forma significativa. Isto não se deve a nenhum problema com a economia do país em geral - apesar dessa não ajudar, com os níveis de pobreza cada vez mais altos e os subsídios e afins cada vez mais baixos -, mas sim com o nosso problema como cultura do "deixa andar" e do "logo se vê", que não incute limites importantes nos jovens em termos de saber poupar e de gastar correctamente o seu dinheiro.
O problema não é só nacional. Há muitos fóruns dedicados ao assunto por todo o mundo e o maior problema no que toca à iniciação na poupança é generalizado: na escola não há educação para as economias do dia-a-dia. Talvez haja nalgum país, ou nalguma localidade, mas na maioria das escolas ensinam filosofia, artes plásticas e matemática, mas não ensinam a fazer o IRS, a investir, o que são juros e contas bancárias, o que é uma hipoteca, e uma enorme lista de coisas com as quais, chegando a meio dos seus 20 anos (às vezes mais, às vezes menos) , os jovens acabam por ter de aprender sozinhos.
Não venho explicar o que nenhuma dessas coisas são, até porque ainda não as percebo bem eu mesma, mas venho falar de uma coisa que tenho estava a me ensinar, estando prestes - espero - a iniciar uma vida fora do tecto dos pais. Há muito tempo que tenho tentado fazer um esforço consciente para poupar dinheiro, fazer menos gastos supérfluos e reutilizar tudo aquilo que consigo. A verdade é que muitas vezes não nos vamos apercebendo e a conta vai diminuindo, sem perceber para onde foi o dinheiro e sem depois o poder usar para coisas que, de facto, são precisam ou nos são importantes.
Começo por dizer que ganho cerca de 800€ mensais. Uh, é tabu, Rita, não podes dizer o teu salário que o menino Jesus fica zangado. Odeio essa conversa. Odeia que quando se fala do assunto, há sempre alguém que diz que ninguém tem nada a ver com isso, e odeio especialmente se for alguém jovem que, rodeado de outros jovens, não quer dizer isso. Ninguém é obrigado a fazê-lo, claro, mas
se o nosso país está a passar por uma crise tão grande e se os nossos jovens trabalham em condições precárias, porque não, quando em situação de conversa entre amigos, ser honesto e aberto na discussão, para que toda a gente possa perceber se e como pode melhorar a sua situação laboral ou financeira.
se o nosso país está a passar por uma crise tão grande e se os nossos jovens trabalham em condições precárias, porque não, quando em situação de conversa entre amigos, ser honesto e aberto na discussão, para que toda a gente possa perceber se e como pode melhorar a sua situação laboral ou financeira.
Em conversa com a maioria dos meus amigos esta discussão é como, eu acho, deve ser. Toda a gente comenta o seu salário, falamos sobre o horário, horas extras, dinheiro gasto em transportes e alimentação... Estamos (quase) todos a iniciar a vida adulta e considero este tipo de discussões inestimáveis, porque nos permite ver se a posição que ocupamos é bem paga, ou, pelo menos, se o salário é justo e dentro da norma, se as horas extras são recompensadas em alguma empresa (nota: não são), se a forma como o nosso chefe nos trata é apropriada, entre várias outras situações que só podem surgir se houver uma discussão honesta sobre o tema.
Voltando ao meu salário: dos 800€, tento sempre poupar 550€. Muitas vezes não é possível e muitas vezes não sei porquê. 250€ é mesmo muito dinheiro, mas acaba por ir sempre desaparecendo ao longo dos 20 dias úteis entre recebimentos. O objectivo principal é tentar, enquanto possível, reverter a regra básica da poupança: 1/3 de poupança, 2/3 de consumo para 2/3 poupança, 1/3 consumo. Sem muitas despesas
Aproveito para deixar a nota que este tipo de poupança é estupidamente mais fácil porque vivo com os meus pais e não tenho despesas fixas para além de transporte, alimentação e telemóvel. Por outro lado, o meu objectivo é poupar o suficiente para poder iniciar, logo que possível, a próxima etapa sem recorrer a empréstimos (para além do da casa e, possivelmente, do carro) e sem precisar da ajuda de mais ninguém - claro que, pais, avós e tios, se me quiserem dar mais dinheiro e/ou coisas bonitas, são sempre bem vindos.
É neste tipo de mentalidade que, nos últimos meses, tentei fazer um plano para ter a certeza que seguia o plano... o plano de poupança que fiz para mim mesma. Neste processo, usei 4 formas de controlar os meus gastos e de me cingir ao limite que para mim impus:
1. Não usar cartão
O primeiro passo é pagar a nós mesmos: levantar os 250€ e deixar os 550€ que queremos poupar na conta bancária. Se não houver um limite físico que nos restringe corremos o risco de nos distrairmos e gastar muito mais do que queríamos, ou esperávamos. Não usar cartão traz paz ao espírito: voltamos à mesada que os nossos pais nos davam, é aquilo que temos para gastar e nada mais. Se com 15 anos conseguia ir ao cinema com 10€ no bolso e passear e estar com os amigos a semana toda, não vejo porque é que, com algumas alterações, não posso perfeitamente gastar - veja-se o exagero - 62,50€ por semana. O dinheiro não parece real se está a ser usado sob a forma de um cartão. Dinheiro vivo, quando vemos as notas a saírem da carteira, traz muita mais restrição.
2. Usar o nosso saldo bancário como patamares a alcançar
A forma mais eficiente que encontrei para me manter mesmo em linha era criar patamares na minha conta bancária. Mesmo se não queria levantar 250€ de cada vez, estava sempre restrita pelo patamar-limite, ou seja, se tinha 0€ e o meu salário entrou e passei a ter 800€, não podia nunca passar os 550€. Às vezes parece um grande sacrifício, até porque, quando queremos fazer algo de mais extravagante olhamos para a conta e pensamos "tenho dinheiro para fazer isto, o que me pára?", mas o que me parou foi sempre esse limite. Da próxima vez, quando o salário entrar, os 1000€ vão ser o meu limite. Considero esse patamar como se fosse 0€, não contam e não os posso gastar.
3. Tomar nota de todos os pagamento feitos
Este é difícil. É difícil porque é chato e demora tempo e se nos esquecemos uma vez ficamos-nos a sentir mesmo culpados. É, no entanto, uma das formas mais óbvias de poupar, porque nos obriga a tomar consciência, constantemente, de para onde vai o nosso dinheiro. Pessoalmente, gosto de apontar todos os gastos. É quase um desafio: apontar todos os gastos do dia, mesmo os 40 cêntimos do pão ou os 50 cêntimos da água. Chegando ao fim do mês, quando passamos a pente fino todos os gastos, podemos ter uma visão clara e categorizada das nossas despesas, sejam elas em alimentação, lazer, casa, etc. Da primeira vez que fiz este exercício assustei-me com a quantidade de vezes que ia comer fora!
4. Estabelecer objectivos
Mas estamos a poupar para quê? Se não criarmos objectivos não temos uma ideia correcta daquilo que temos de poupar, do tempo que vai demorar e podemos acabar por perder a motivação de continuar. A melhor solução é, num documento em papel que esteja frequentemente perto de vocês (eu escolhi usar uma página sem eventos da minha agenda), escrever o vosso orçamento para projectos que queriam completar: viagens, luxos materiais, emergências, preparação para o futuro, etc; e adjudicar um tempo limite e um valor a poupar até lá para aquela situação. Também gosto de planear quais os meses que vão para que projecto, para poder ir trabalhando em cada um gradualmente.
E vocês, quais as vossas dicas para quem está a tentar poupar?
terça-feira, 19 de abril de 2016
O que tenho na mala
Há algum tempo escrevi que tinha simplificado a minha mala e que iria falar sobre isso noutra altura. Pois bem, essa altura chegou e vou partilhar convosco o que trago comigo no dia-a-dia, para trabalhar ou ao fim-de-semana.
Em primeiro lugar, gostaria de explicar que prefiro muito mais usar uma mochila no dia-a-dia porque ando bastante de transportes públicos e gosto de andar a pé, pelo que isso permite que as minhas mãos estejam sempre vazias e não me causa nenhum mau jeito nos ombros ou nos braços. Tenho duas mochilas, uma impermeável que uso para trabalhar, onde cabem os meus essenciais que já irei partilhar convosco; e uma mochila com espaço para a minha máquina fotográfico que uso muito mais aos fins-de-semana se for a algum evento ou sair com amigos para poder treinar e guardar memórias.
Tenho mais algumas malas, como expliquei no texto anterior, mas já não se enquadram muito com a minha personalidade e tento ao máximo evitá-las. Guardo as de marca, porque foram prendas de pessoas queridas (e no caso de uma foi surripiada à minha mãe, ups ahah) e guardo duas malas de tira-colo e duas poxetes formais a condizer com os dois vestidos que tenho para essas ocasiões.
Dentro da minha mochila para o trabalho tenho as seguintes coisas (atenção: esta lista é exaustiva):
- Kindle - Uso-o todos os dias no autocarro para casa e tiro-o da mala para ler antes de dormir;
- 2 pares de phones - uns headphones e uns earphones, ambos para ouvir música ou algum podcasts a caminho de casa. Prefiro os headphones, mas uso bandoletes muitas vezes e não são tão confortáveis nessa altura;
- Luvas;
- Porta-moedas - inclui 6 cartões (2 débito, Cartão de Cidadão, Carta de Condução, Cartão de Dadora de Sangue e o cartão da Médis) + Dinheiro + Passe e 2 senhas para quando saio da zona permitida pelo passe;
- Óculos de Sol;
- Kit Médico (8x10 cm) - inclui Nasex (o meu namordo precisa disto constantemente) + Ibuprofeno + Paracetamol + Imodium + Voltaren + Zyrtex + Kompensan + 2 Mini Compressas Esterilizadas + 2 pensos rápidos
- Chaves de Casa e do Trabalho;
- Mentas;
- 1/2 espelho (o meu espelho de bolso partiu a meio mas ainda serve o seu propósito);
- 1 baton de cieiro;
- Alguns ganchos para o cabelo;
- 1 Pacote de Toalhitas de Viagem - especialmente fantásticos se estivermos a viajar e tivermos de usar uma casa-de-banho daquelas menos limpas;
- 1 Pacote de Lenços;
- 1 Totó;
- 1 Caneta;
- 1 amostra de perfume;
- 1 amostra de creme de mãos.
E acabou. São estes os items que levo comigo para o trabalho ou ao fim-de-semana. Nada de especial, nem nada exagerado. Cabe tudo em ambas as mochilas e deixam bastante espaço livre na mochila impermeável, caso eu pare nalgum sítio para comprar comida ou outra coisa. Se for só sair até casa de alguém levo apenas o baton de cieiro, o porta-moedas e o telemóvel nos bolsos e voilá!
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Tralha Digital, privacidade online e demasiadas contas
Na minha viagem pelo minimalismo descobri que a tralha física não é a única que nos ocupa o pensamento e nos atrasa no quotidiano. A tralha psicológica e a tralha digital também nos podem fazer sentir mais preguiçosos pela sua mera presença, atrasam a nossa produtividade e basicamente incomodam. Neste texto vou falar da tralha digital e deixo a tralha psicológica para outra altura.
Um dos passos para uma vida mais simples passa por eliminar a tralha digital que sem dúvida já acumulamos ao longo dos anos. Com a Internet a fazer parte do meu quotidiano há bem mais do que uma década, sei que já acumulei imensas contas, e-mails, newsletters, blogs e outros fantasmas digitais que nunca mais vou precisar ou seque me irei lembrar que existem. O que é verdade para mim com certeza é verdade para muitos de vós.
O que é, então, a tralha digital?
São todos os ficheiros ou programas ou e-mails ou ícones que nos atafulham o computador, o telemóvel ou o browser e que nos distraem, mesmo sendo inúteis e/ou desnecessários.
São as fotografias duplicadas ou desfocadas ou completamente descontextualizadas; são as músicas que nem sabemos como é que chegaram à nossa biblioteca porque nunca sequer ouvimos falar do autor; são os documentos banais de há 7 anos atrás quando estávamos a fazer uma formação de 4 horas; são os programas complementares da máquina fotográfica, da impressora, do telemóvel, que constantemente actualizamos mas nunca usamos.
O que posso fazer para diminuir a minha tralha digital?
Tralha digital é um problema grande. Não tão grande como a tralha física (muitos de nós sabe bem o efeito que uma secretária cheia de papéis ou um móvel completo de bibelots nos pode fazer ao espírito!), mas um problema na mesma.
Segue, então, abaixo uma pequena lista de como começar por destralhar o nosso mundo digital. O processo pode ser longo e possivelmente nunca estará completo porque, por exemplo, a possibilidade de haver contas que já não conseguimos aceder é muito alta. Poucas são as pessoas que sempre mantiveram o mesmo username ou o mesmo e-mail desde que se iniciaram na Internet, até porque isto começa sempre por ser um processo de adaptação e de experimentação e todos nós já passamos pela fase dos e-mails embaraçosos e do nome de contas infantis ou demasiado pessoais com informação que devia ser privada, como por exemplo o nosso nome completo ou o nosso n.º de telefone.
- Limpar e organizar as pastas do computador. Por esta ordem.A forma mais fácil de fazer isto é num dia sem muito para fazer, em que possa dedicar alguma tempo à tarefa. Respire fundo e abra a pasta de música ou vídeos primeiro. São as pastas mais fáceis de limpar, na minha opinião, e dão-nos momentum. Comece por pôr os ficheiros organizados por data de modificação. É a melhor forma de tratar deste tipo de situações porque nos dá logo ideia de quando foi a última vez que mexemos na pasta ou quando é que a criamos.Quando organizamos por data de modificação percebemos se uma música/álbum/vídeo vale a pena ou não manter, porque vemos se nos lembramos dela, se gostamos dela e a temos ouvido/visto nos últimos tempos ou não ou se não nos diz nada e é um delete óbvio.Depois de analisar a pasta da música e vídeo, eliminar tudo o que não amamos nem nos traz felicidade, passamos para a fase de organização. Na pasta música, opto por ter tudo organizado pelo nome do álbum e as músicas soltas ficam simplesmente na pasta geral.Depois vêm os documentos. Aqui, analise pasta a pasta, veja quais os ficheiros que estão obsoletos, quais os que já não são importantes para o seu quotidiano, quais as informações que pode simplesmente passar para o Evernote e quais os documentos verdadeiramente importantes que devem estar também na nuvem.Aproveite e analise também a pasta das imagens, que tende a ser a mais sentimental. Por preferência, opto por manter todas as fotos em que estejam pessoas que eu gosto (ou já gostei! haha) e que não esteja desfocada ou que não saiba já do que se trata por falta de contexto. No fim, pessoalmente opto por organizar as imagens por pessoas (Amigos, Família, Namorado) e dentro de cada uma por anos. Também tenho uma foto chamada "Aleatórias" porque simplesmente não tenho como enquadrar fotos antigas do meu quarto, a vista da minha aldeia quando era nova ou o ramo lindíssimo que o meu namorado me eu antes de eu ir em Erasmus.Por fim, abra a lista de programas e desinstale todos aqueles que a) já não sabe para o que são ou b) já não usa há mais de 6 meses. Isto permite libertar algum espaço no computador e provavelmente ajuda também nos ambientes de trabalho mais atafulhados, daqueles que nunca enviam para a reciclagem os atalhos.
- Limpar e organizar as pastas do disco externo. Formatar o disco se possível.Nesta situação, alguns dos ficheiros e pastas do seu computador estão em duplicado no disco externo. Tente perceber se vale a pena voltar a analisar essas pastas ou se prefere fazer como eu e simplesmente apagar o que tem no disco, formatá-lo e passar apenas aquilo que tem mesmo de ser móvel, que tem de ser protegido para o caso do computador fritar ou que não iria conseguir encontrar novamente na Internet (vem-me à cabeça um vídeo de uma proclamação de um poema nos tempos do MySpace).
- Apagar e deixar de estar subscrito a newsletters que não trazem valor ou que não são lidas.O GMAIL ajuda imenso nesta tarefa porque sempre que enviamos alguma newsletter para o SPAM pergunta-nos se queremos deixar de ser subscritores dela. Se preferir ter a certeza de que já não segue mesmo a newsletter, pode sempre abrir o e-mail e, no final deste, seleccionar a opção de deixar de ser subscritor.
Geralmente este link leva-nos para um novo separador no navegador e podemos inserir a nossa informação ou o próprio site faz isso automaticamente. Se nenhum desta opções acontecer, pode optar por responder directamente à newsletter e por e-mail pedir para o seu e-mail ser retirado da lista de contactos. - Ler e organizar a caixa de correio.Para mim este ponto é o mais difícil porque a minha conta tem mais de 10 anos, desde que andava no secundário e, portanto, acumulou muita coisa que tem valor sentimental (questionários de amigos sobre mim, histórias escritas por amigos, conversas privadas naquela altura estranha entre o MSN e o Facebook...). O principal aqui é livrarmos-nos primeiro dos e-mails de publicidade, informação desactualizadas e de compras de há mais de 1 ano.Após essa limpeza mais geral, sugiro começar por identificar quais os e-mails que mais recebem e quem são os seus principais remetentes. Se, como eu, recebem e-mais agregadores de artigos (no meu caso, são principalmente as respostas no Quora), vejam até que ponto é que precisam de guardar isso (resposta: não precisam).Na grande maioria das vezes toda a informação que não é apenas pertinente para vós ou para um grupo muito pequeno de pessoas é facilmente acessível na Internet. Estamos na era digital, conseguem encontrar a resposta à maioria das perguntas no Google, no Bing ou no motor de busca que preferirem. Aproveito para dar a dica de que o DuckDuckGo é um motor de busca que não guarda a vossa informação, já que estamos num texto sobre privacidade.
Procurar contas antigas ou obsoletas num motor de busca de usernames como por exemplo o checkusernames.comPassei uma tarde a lidar com isto e é muito catártico. Encontramos contas antigas, que nos dão uma janela ao passado e como lidávamos com a Internet e com a vida há vários anos atrás, e percebemos a nossa evolução (que, sinceramente, não é só uma evolução de personalidade característica do avançar da idade, mas também reflecte como é que a Internet é interpretada hoje em dia em contraste com, por exemplo, 2005).Comece por avaliar se a conta ainda é relevante (como, por exemplo, no LinkedIn ou no About.Me) e se vale a pena actualizar a informação, ou se é melhor perder o menos tempo possível com ela e apagar os dados todos. Pessoalmente, gosto de acabar com as contas da forma mais definitiva possível: apago toda a informação manualmente e só depois desactivo ou apago a conta.
E aqui estão. 5 dicas para dar algum semblante de privacidade online e para destralhar o computador no processo. Muitas vezes não nos apercebemos da quantidade de informação que partilhamos e que tornamos pública. Os vossos dados não estão apenas no Facebook. Sempre que informam da vossa data de nascimento, do vosso sexo, da vossa cidade e dos vossos gostos na inscrição num website, estão a pôr em risco essa informação e, como dizia o MadEye Moody no Harry Potter, é preciso ter VIGILÂNCIA CONSTANTE!
terça-feira, 12 de abril de 2016
O que levo na minha mala: Edição Viagem Fim-de-Semana na Primavera

Dentro de poucos dias vou a Londres com duas amigas. Não é de todo a minha primeira vez na cidade. Visitei a capital inglesa pela primeira vez em 2006, numa viagem planeada pela escola, e digo, sem qualquer sombr
a de dúvida, que foi a viagem da minha vida. Pelo menos até hoje, 10 anos mais tarde. Éramos 40, entre os 15 e os 18 anos, com professoras porreiras, durante 1 semana a andar a pé 15 quilómetros por dia, a cantar músicas pelo caminho e, basicamente, a assustar os londrinos. Mas essa história fica para outra altura,
A segunda e terceira vez que lá fui, foi quando cheguei com os meus pais a Inglaterra para ir de Erasmus e quando, durante a minha estadia, a sociedade de viagens organizou um passeio de 1 dia à capital. Ambas as vezes passaram muito rápido e não tive tempo para rever as coisas pelas quais me tinha apaixonado na primeira vez (o Bristish Museum, o London Eye, a London Dungeon, as ruas, a comida, as pessoas...).
Vou, então, pela 5ª vez a Londres, passar um fim-de-semana com duas amigas e vamos, principalmente, com o objectivo de ir aos estúdios da Warner Bros porque somos todas malucas por Harry Potter. Vamos num Sábado, que iremos aproveitar para passear e ir à feira em Portobello Road e, provavelmente, a Notting Hill. No Domingo, vamos, então, aos estúdios e pouco mais iremos fazer que passear. O nosso voo é na Segunda às 6h da manhã, por isso nem sequer vamos pagar por estadia nessa noite. Íamos ter de acordar às 3/4h da manhã para ir para o aeroporto e dia 25 de Abril é feriado e, portanto, podemos descansar (e ver Game of Thrones!).
Como é uma viagem relâmpago (tenho imensas dessas, infelizmente!), a minha mala não vai ter muita coisa:
Saca transparente com ziplock #1:
Escova
Escova de dentes
Cotonetes
Medicamentos: 2 paracetamol + 2 ibuprofeno + 1 imodium
2 tótós
Ganchos
Pinça
Lima
Corta unhas
Saca transparente com ziplock #2:
Gel douche
Creme mãos
Desodorizante
Kit Sobrancelhas
Máscara de Olhos
Sabonete
Toalhetes
Bâton de cieiro
Pasta de dentes
Cubo organizador de bagagem pequeno:
Carregador Telemóvel
Carregador Móvel
Carregador Móvel
Adaptadores Inglaterra
Tripla
Cubo organizador de bagagem médio:
2 x Tshirts
Pijama
Roupa Interior
Roupa Interior
Capa transparente:
Cópia do CC para o alojamento
Cópia de todos os documentos
Cópia do check-in
Outros:
Máquina fotográfica + lentes
Chinelos banho
O que vou levar vestido:
Sapatilhas
Tshirt
Camisola de Malha
Lenço/Cachecol
Casaco quente
Luvas
Óculos de Sol
Mochila pequena
Como vamos pela Ryanair e voltamos pela EasyJet torna-se mais difícil fazer as malas, porque a EasyJet não tem a política de mala de mão/mochila pequena que a RyanAir adoptou recentemente. Nesse sentido, tenho de embalar cuidadosamente toda a minha roupa porque a minha máquina fotográfica e duas lentes vão ter de ir na carry-on à vinda e não me posso exceder em compras ou prendas por essa razão.
E voilá! É esta a lista completa do que vou levar comigo. O que acham? Costumam levar mais ou menos coisas? O que acham que eu deveria cortar ou acrescentar?
sexta-feira, 25 de março de 2016
O segredo da produtividade: uma secretária limpa
Para a maioria de nós, 90% do nosso trabalho é feito à frente da secretária. Seja em casa ao fim da tarde ou todos os dias, toda a gente acaba por ter de usar a secretária, em casa ou no trabalho, para organizar documentos, escrever memorandos, fazer apontamentos ou simplesmente para fazer pesquisa ao computador. Cada vez mais, uma secretária limpa é sinal de uma mente organizada e, quer queira quer não, é mais produtivo se estiver num ambiente sem tralhas e sem papéis desnecessários.
Isto é particularmente importante para os estudantes que preferem estudar em casa: optar por um local perto de uma janela, onde a secretária possa estar iluminada e o trabalho seja fácil de organizar é um enorme salto para maior produtividade. Alguns estudantes preferem estudar fora de casa, nas bibliotecas ou cafés e-learning, mas aqueles que ficam no seu quarto, escritório ou sala vão com certeza beneficiar de algumas destas dicas de como criar e manter uma secretária limpa.
- Seja realista: a verdade é que não vai precisar de ter em cima da secretária as 20 canetas que tem no suporte, nem os recibos de um casaco que vai trocar este fim-de-semana. Ponha-os nos seus lugares (os recibos na carteira para não se esquecer ou arquivados na devida pasta, as canetas numa gaveta de materiais de escritório) ou então deite-os fora.
- Crie um sistema de arquivação: Se não estiver a trabalhar num projecto, guarde-o no seu sítio. Pode optar por uma pasta perto da sua secretária ou por um arquivo metálico com gavetas no canto da secretária. O importante é, no fim do dia, quando acabar de trabalhar no projecto ou de estudar aquela cadeira, arrumar tudo. Desta forma, quando no dia seguinte voltar à tsua secretária, sentes-se mais motivado e pronto para continuar o trabalho sem ter de arrumar papéis do dia anterior.
- Nunca deixe para amanhã o que pode limpar hoje: Se seguiu os dois passos em cima, torna-se muito mais fácil manter a secretária limpa e organizada. Simplesmente nunca vai ter muita coisa em cima dela. Se um dia for mais atarefado e os papéis acumularam-se, tente fazer o esforço de 2 minutos de os arquivar ou, pelo menos (menos menos menos), pô-los num montinho arranjado ao canto, para amanhã poder começar o dia calmamente e sem stresse adicional por causa de acumulação de tralha.
Este ano estou a fazer o esforço de manter tudo organizado, com muito espaço vazio para não me encher os olhos da mente logo à entrada da porta do quarto. Parece que fico muito mais calma só de saber que posso simplesmente pousar a carteira ou o livro em cima da secretária nem ter de mexer coisas de uma lado para o outro ou ter de fazer acrobacias para acertar no único, minúsculo buraco vazio do topo da secretária.
terça-feira, 15 de março de 2016
Pequenas Mudanças na Minha Viagem Minimalista
Aviso: Começo por pedir desculpa aos senhores que estão a ler este blog. Estas dicas são, em retrospectiva, quase exclusivamente válidas para mulheres.
Estou no início da minha viagem minimalista. Não no início absoluto, até porque já vos consigo dar algumas dicas sobre o que tenho alterado na minha rotina, mas nada que uma pessoa próxima de mim se tenha apercebido verdadeiramente sem eu ter de lhe dizer.
Há várias situações em que simplificar melhora exponencialmente a nossa qualidade de vida, especialmente num dia-a-dia vivido na cidade, a trabalhar a tempo inteiro e a fazer asneiras em part-time.
Ir e vir do trabalho, chegar a casa e trabalhar no blogue, sair com amigos, fazer voluntariado, estar com o namorado e passar tempo com a família ocupa imenso tempo e, parecendo que não, cortar em pequenos hábitos pode fazer-nos mais felizes e dar-nos mais tempo para sermos produtivos e eficazes e pode passar mais tempo a fazer aquilo que verdadeiramente gostamos.
Uma das principais rotinas que alterei foi a quantidade de roupa que tenho e que uso. Não deitei tudo fora, não consigo fazer isso de forma abrupta porque ainda dou muito valor a algumas peças que já não me servem mas foram das minhas preferidas em altura x ou y da minha vida. Pessoalmente, a minha forma de me vestir ao fim-de-semana é quase exactamente igual à minha roupa de trabalho, porque me é permitido usar camisa, camisola, calças e sapatilhas à semana, sem qualquer problema. Nesse sentido, já tenho a minha vida muito facilitada, porque muitas das minhas amigas têm roupas próprias, mais elegantes e discretas para o trabalho.
A segunda coisa que fiz foi deixar de usar a cara completa de maquilhagem. Não se enganem, adoro maquilhagem e, modéstia à parte, até tenho bastante jeito para a aplicar, mas estava a ser muito desgastante acordar mais cedo 15/20 minutos todos os dias para aplicar base, pó, eyeliner e blush. Hoje em dia, continuo a usar maquilhagem mas numa versão simplificada: aplico uma cor clara de sombra nos olhos para os tornar mais vivos, ponho máscara nas pestanas e preencho as sobrancelhas. Demoro 3/4 minutos no total e saio de casa muito mais feliz com muitos mais minutos preciosos de sono.
Outra coisa que alterei há vários meses é a minha rotina de unhas. Não aplico verniz há meses e só o voltarei a fazer para eventos especiais, como casamentos ou festas formais. As minhas unhas estão sempre curtinhas, tento arranjar-las em casa uma vez por semana e hidrato as mãos e as cutículas uma ou duas vezes por dia (geralmente quando saio de casa e um pouco antes de ir dormir). Este tipo de hábito livra-me de ter de estar a gastar dinheiro em acetona, algodão e vernizes e, claro, poupa-me tempo no dia-a-dia. Quando pensei pela primeira vez nisto, confesso que estava hesitante (as minhas unhas coloridas tão lindas!), mas mal noto que não estão pintadas agora, ninguém reparou ou pelo menos não comentou sobre elas e nunca mais tenho de parar 1h para as camadas de protector, verniz e top coat secarem.
Também simplifiquei a minha mala. Noutro texto vou explicar o que levo comigo quando vou para o trabalho ou sair, mas de uma forma muito geral, abdiquei de ter várias carteiras que vou trocando (tenho 3 de boas marcas que quase nunca uso, duas a tira-colo e a mochila que uso no dia-a-dia), tenho um porta-moedas pequeno para evitar encher com recibos e cartões de fidelidade e o meu kit de emergência é uma saquinha com ziplock com alguns comprimidos.
Por fim, a minha rotina de beleza está cada vez mais simples. Uso 1 champô, 1 condicionador e 1 gel douche no banho sem parabenos e o mais natural possível; no cabelo só aplico um pouco de óleo da Caudelie porque tenho de acabar de o gastar e cheira muito bem; e uso 1 creme de cara e 1 protector solar antes de sair de casa. Por vezes aplico outros produtos, na tentativa de ir gastando tudo o que acumulei ao longo dos tempos e sempre com atenção aos prazos de validade ou à data em que abri o produto (escrevo sempre com caneta de acetato na caixa).
E é isso. Tento fazer uma vida mais prática, mais simples e que me permita fazer aquilo que de facto gosto: ver filmes, fazer ponto de cruz, sair com amigos, escrever e ler e passar tempo com o meu namorado e com a minha família.
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